Eco de Semente (poem in portuguese)
 
Eco de semente (24,25/03/2014) I Antes que houvesse cores do vazio E a inércia do universo ardesse em fúria Tudo se resumia ao som do frio E a sensação incômoda de azia Que adjudicava a aurora da luxúria E o nascimento em flor da fantasia II Rompe o espaço, magnífico trovão Enche o tempo ilusório de calor E os tilintares loucos da paixão Que descansavam no útero do inverno Floresçam coloridos pelo amor Por dentre o momentâneo dentre o eterno III Da noite tumular vem a manhã Que a escura sinfonia co a alva finda Fazendo a iridescente luz por lã E as tranças do futuro em melodia: Inexplicável tanto quanto és linda, Entre o botão e a pétala alegria IV Compõem-te o ledo dia a grama pele Os rios, teus cabelos; olhos, céus És tudo e ainda mais que se pincele Tão misteriosamente como a Lua Beijando os corações, dançando os véus Inexoravelmente a/és vida nua